terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Imirante concede direito de resposta ao Dr. José Enésio Matos

SÃO LUÍS – O advogado e empresário Enésio José Matos negou a acusação de que teria efetuado disparos em via pública nessa segunda-feira (29), no bairro Maranhão Novo. Por telefone, ele conversou com a reportagem do Imirante.com e contou detalhes do que chamou de “flagrante preparado”.
De acordo com o advogado, na tarde de ontem, ele estava com a mãe em frente ao bar, de onde é proprietário, na avenida A, quando dois policiais militares se dirigiram a ele. Ele confirmou que, poucos minutos antes, bebia com dois amigos, que deixaram o local antes da chegada dos PMs.
Ele contou que o cabo Fonseca e o soldado Guilherme Costa da guarnição do Ipase pediram para revistá-lo, pois havia uma denúncia anônima que apontava o advogado como autor de disparos no local. “Permiti sem problema. Só tinha minha carteira e o celular no bolso”, afirma.
Em seguida, os policiais pediram para revistar o carro de Matos, uma caminhonete S10 prata, que segundo relato, estava estacionado em frente ao bar. O advogado, porém, não permitiu. “Questionei por testemunhas, travei a caminhonete e não permiti porque não tinham mandado judicial. Fiquei inseguro em deixá-los fazerem a busca”, explica.
Apesar disso, de acordo com Matos, após insistir sem sucesso, o soldado conseguiu destravar o veículo. “Para minha surpresa, ele surge com uma arma. Não é minha. Não tenho necessidade de andar armado. Em minha defesa, alego flagrante preparado”, declara.
Voz de prisão
O advogado recebeu, em seguida, voz de prisão. Ele, ainda, reclamou da atitude dos policiais, que pretendiam algemá-lo. “O policial disse: ‘algeme e jogue na mala’. Eu não sairia algemado. O uso de algemas é só em casos extremos”, contesta.
O advogado foi levado ao Distrito Policial do Bequimão e interrogado pela delegada de plantão Viviane Azambuja, que o atuou em flagrante por porte ilegal e desacato. “A delegada lavrou flagrante baseado, exclusivamente, nos depoimentos dos policiais”, argumentou.
Matos ressaltou que se colocou a disposição para fazer o exame de corpo de delito, o que, segundo ele, não houve. “Se eu tivesse atirado, eu teria pólvora de armas nas mãos”, se defende.
Ele ficou alojado no Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão, e a defesa entrou com pedido de relaxamento da prisão.

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